terça-feira, 1 de maio de 2018

Desabafo: O que agradecer?

Esse ano eu não tenho nada a agradecer. Quando eu chego no meu aniversário e no Natal, eu reflito muito para ver se deveria... Fazer isso. Agradecer. Mas dessa vez... Não dá. 
Eu comecei esse ano sem nenhum trabalho. E cheguei até março sem trabalhar pois diversos fatores de incompetência alheia aconteceram. Ao meu ver e na minha opinião, isso aconteceu sim por questões de falhas sim por outros. Se eu não fosse esperto, eu talvez não conseguiria lidar com tudo isso. Nesse meio tempo, muitos de alguns problemas técnicos foram causados por mim. Só que nem se comparam com aqueles causados por forças acima de mim. Eu nem escrevo aqui quais são, pois parecem que me vigiam. Como se eu fosse perigoso. Problema em forma humana.
Sem contar a falsidade das pessoas. Gente que sabe sobre minha raiva a eles e ainda vem me cumprimentar. Eu amava essa cidade, amava minha gente... Mas parece que tanto dentro, quanto fora dela as pessoas se aproveitam de nós. E eu não fiquei mais cego para isso. Se eu falasse o que sei “castelos de cartas” cairiam. Talvez... Isso não levaria só a eles. Santa Isabel é pequena. Pessoas que amo demais. Ironicamente eu cresci demais para essa cidade. Não digo que sou perfeito ou correto. Sempre me esforço no entanto.
As coisas ao meu redor, literalmente, quebraram. Uma imensa parte dos meus desenhos foi perdida para sempre. Muitas das minhas histórias em quadrinhos e desenhos em pastas foram poupados graças a meu esforço. Essa que é a verdade. Eu sou um cara que sempre guardou as coisas como sentimentos: de uma maneira justa e verdadeira. Ainda assim me apego fácil. O que me faz mais querer construir minha casa ou até morar fora. Viver sozinho, me alimentar, pensar sozinho e morrer sozinho. É uma visão triste mas assim, ao menos poupo meus sentimentos.
Minha saúde está uma lástima. Se eu comentasse tudo que me aconteceu nesses últimos meses poderiam até me achar exagerado. Talvez eu tenha me dado bem até agora pois eu tenho esse porte todo. É duro contudo ser forte física e emocionalmente. Então, alguém vai chegar e falar “nossa Luis, mas existem pessoas em piores condições que você”. Eu sei. Mas isso não é algo que escrevi de maldade, só tentando explicar o motivo de não querer agradecer a mais um ano. Além do mais, faz cerca de cinco ou seis anos que eu me valorizo ao ponto de nunca deixar que algo entre em minha vida se não souber lidar com isso. Pois me tornei forte como pude.
Mas do que adianta? Nada. Tudo se manteve. Igual. Solitário. Frio. Triste. A única coisa que me faz querer agradecer é por estar vivo. E isso não é uma conquista para mim.

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