sexta-feira, 23 de agosto de 2013

(EXTRA) Pensamentos em uma Caixa Cinza 3

E quando se faz tudo...

E se eu lhe falar que senti saudades de você quando acordava?
E se eu lhe falar que senti saudades de você quando me alegrava?
E se eu lhe falar que senti saudades quando falava com você na calçada?
E se eu lhe falar que senti saudades quando falava com você sorrindo?
E se minha palavras de saudades não são o suficiente para você o que seria?
Pois eu faria o possível para lhe mostrar o quando sou apaixonado por você.



As palavras

Se eu falar qualquer palavra não vai adiantar. Você não acreditava nele e agora sente saudades. Parece até que o mundo sumiu sob os meus pés. Mas só quero lhe dizer que não importa onde esteja pode contar comigo. Me esquecendo de mim. Muitos vão me criticar, mas esse sou eu. 90% quem eu amo e 10% eu guardo pra uma emergência. Eu espero o dia em que me escute de verdade. Pois poucos tolos como eu nascem nos dias de hoje.


Messias
Esqueci da sensação do confronto

É boa!

É como uma droga potente no coração

Eu nem sei o que estou fazendo aqui

Você por acaso sabe?

O dia nublado não parece tão triste

Quando eu confronto seu Messias
Eu não ligo se minha foi boa ou má
Se você diz que ele controla a minha vida
Tenho certeza que isso não pode ser verdade
Nenhum ser controla a vida do outro
E é nisso que eu creio
Me diz, que ele se chama Jesus, Alá, Jeová
Não estou ligando para nomes
Não definem quem são nem quem seremos
O dia para você pode ser bom 
É só acreditar de verdade



Ligações
Eu quis muito ter tudo
Mas no final só queria uma coisa
Nós somos assim
Humanos tão tolos quando um feriado
O que eu comemoro?
O que eu grito?
Não existe dia quando eu penso sobre isso
Peguei em mãos desconhecidas para dançar
Criei a música que nos conduzia
Toque aquela velha balada
E me veja beijar um fantasma


terça-feira, 6 de agosto de 2013

(EXTRA) Pensamentos em uma Caixa Cinza 2

Pedaço
Você nem deve se lembrar da arvore de ipê próxima da igreja
Nem ao menos deve sentir o menor afeto pela minha pessoa
Esse mundo negro e sangrento deve ter te secado quando ao bem
Eu lhe disse que amaria você, três vezes por você
Mas não há porque acreditar em mim é só o mesmo tolo
Tolo que se apaixona loucamente sem sentido

Esse amor não acabou em mim, mas quero transmitir a você
Como uma flor prestes a murchar e perder suas lindas folhas
Eu o entrego e você o despedaça...




Perdido
Não sei o que escrevo ou o que penso. Talvez seja só meu jeito tolo de pensar novamente. Eu fico com essa raiva e angustia que me cegam por um simples momento de rejeição e ai que a dor de cabeça sobe. Acho patético a mim mesmo nesse instante de fraqueza. Poderia fazer algo construtivo, mas não! Dilacero-me sentimentalmente falando. Como se eu tivesse feito algo errado. E o fiz de certo modo. Eu falei o que sentia quando já sabia que as pessoas não querem saber disso a não ser que sejam focadas nelas mesmas.


Viver algo de verdade
O dia frio da manhã tocou meu coração
Mesmo quando tudo parece triste 
Uma canção alegre me toca o coração
Sei que o dia vai ficar triste pelos sons que cortam o dia
Mas eu gosto de beijar o céu
Eu gosto de beijar o céu
Eu não ligo se for chamado de louco
Mais louco é quem não quer viver
Um amor não correspondido doi mas passa
Amigos sempre falam mentiras uma vez na vida
Me apaixonei pelo dia lindo que surge da montanha
Sou sozinho fisicamente
Pois estou cheio de memórias
Meus amigos vão comigo
Para as viagens
Eu quero beijar a face de Deus
Não parar por coisas como preconceito
Tudo esta em nossa mente
Quem vai dizer o que é amor?
Ou desejo? Ou ódio?
Eu não quero perder isso...
Eu quero abraçar o mundo
E ele quer me abraçar

sábado, 27 de julho de 2013

(EXTRA) Novo trecho de "A progênie do dragão dourado"

Com o fim de mais um dos volumes de Contos do Tempo Perdido, quis fazer os leitores assíduos do blog. Fiquem com mais um trecho. E lembrem-se: ano que vem, volto a publicar os trechos sem revisão de Contos: Volume II!


"Só obrou Ortro no combate. Halphy com a besta começou a querer negociar:
-Olhe aqui Ortro, – disse ela enquanto preparava outro projétil – acredito que seria melhor se entregar ou será destruído. O que acha? Podemos ser clementes.
-Clemência? De uma fealith e um bando de humanos fedorentos? Nunca! Não irei entregar meu corpo e alma corrompidos para criaturas tão insignificantes e gananciosas. O mal permeia o meu ser, mas meus olhos enxergam não só o que é aparente. E essa mancha negra que eu possuo vocês também tem. Não serei tolo para me entregar.
-Então, - disse Gustavo agitando a espada longa – não diga que não avisamos.
-Dragões, ataquem! – gritou Halphy liderando.
-Por Ares e Zeus! – disse Thror saltando na direção do monstro coberto de olhos. O golpe acertou um dos olhos do monstro.
Os olhos piscaram novamente. Uma grande quantidade de magia se espalhou por todos os lados como uma terrível e poderosa tempestade. Com força o suficiente para danificar a caverna. Mas não o suficiente para destruir.
Novamente os raios foram atingindo o grupo. Vários deles estavam extremamente feridos. Gustavo parecia não se conter de dor. Vários espinhos de madeira surgiam no corpo de Arctus . Seton sofria com uma mancha profana no seu corpo. Thror parecia confuso, sem saber quem atacar. Só Halphy se matinha de pé mesmo com pedras afiadas cortando sua pele. Apontava a besta na direção da prole.
-Ora essa fealith! Esta com tanto medo que não consegue me atacar? – gritou o monstro se achando superior.
Ela riu daquilo.
-Qual foi a graça?
-Primeiro não sou uma fealith. Sou uma meio elfa e me chamo Halphy. E eu não estou atacando, pois estava preparando uma magia. Soyez doux comme un oiseau survolant la mer. Et aussi dévastateur que le loup sur la proie!
A seta atravessou a boca do monstro como se fosse água. Ele caiu no chão sangrando um líquido verde fedorento.

Seton foi ajudar o resto do grupo, incluindo Halphy, que conteve a dor até agora. Os golpes das pedras feriram suas pernas, barriga e o rosto. Mas se manteve firme até então. Alguns efeitos arcanos estavam sendo dissipados.
-Dói muito? – disse o druida para a garota.
-Só quando eu fico olhando para esse seu rosto de... Ai! – ela soltou enquanto o druida curava a ladina feiticeira. Ela ficava muito irritada com perguntas tolas.
Arctus se aproximava do corpo da prole. Ela tentava manter-se viva. E era algo que o sacerdote logo resolveria.
Ele ergueu sua arma quando a massa de carne e olhos fitou o sacerdote de Deus. Quando ele iria golpear o monstro, a criatura disse:
-Espere homem do deus Cristo!
O padre hesitou. Por algum motivo sabia que ouviria não seria plena verdade, mas não estaria tão longe dela também.
-O que quer demônio? Não queria clemência antes. Qual o motivo de querer falar agora?
-Nunca pedirei clemência a um humano! Mas sei de algo que poderá lhe ser útil... Meus olhos arcanos conseguem não só lançar magias, mas podem ver o que as almas sentem e desejam... Um de vocês esta para trair o grupo... Posso lhe falar quem é. Uma barganha.
As palavras faziam sentido para Arctus.
-Isso deve ser uma gestão mágica! Morra cria infernal! – após isso, golpeou o temível ser.
-Argh! – soltou em agonia ser – Isso não foi magia e você sabe que eu falo a verdade.

Todos olharam e ouviram a conversa entre Arctus e Ortro. Todos se entreolhavam, enquanto o padre fitava todo o grupo. Era verdade. Ortro não lançou magia alguma. Esse é o maior poder de um demônio: semear o mal e a mentira usando uma verdade cruel."

terça-feira, 23 de julho de 2013

Desabafo

Bem eu nem sei muito bem o motivo de estar escrevendo isso hoje mas lá vai...
Me chamo Luis Eduardo, tenho 28 anos atualmente, e estou passando por uma crise nos últimos dias. Prefiro não comentar o motivo dela, pois muito dirão "patético" ou "coitadinho". E que sinceramente iria me fazer  proferir um "vai tomar no cú!" com raiva direcionada a pessoa errada.
O que talvez me deixe frustado nesses últimos tempos são as atitudes das pessoas. E parece que tirando as pessoas que realmente tenho uma grande consideração (e que sei a reciproca ser verdadeira), parece que só existem dois tipos de pessoas: as que me desprezam ou as que me usam. Estou sendo forçado? Não, pela primeira vez digo um não com tamanha certeza. Possuo pessoas no meu dia a dia que parecem não ter escrúpulos quando algo esta relacionado comigo. Tratam o assunto de uma só vez sem pensar, como se fosse fácil lidar com as coisas. E ainda dizem que eu sou cruel? Frio? Me tornei frio por conta de pessoas assim, que passam seus dias evitando passar o pensamento sobre minha pessoa ou aquelas que o fazem com o intuito de obter algo.
A bem pouco tempo fui chamado de insensível, cruel e outras palavras que talvez me definam bem nos últimos tempos. Só que me lembro de algo que aprendi na vida referente a monstros, eles não nascem, são criados a partir de retalhos das pessoas vivas que foram.

sábado, 20 de julho de 2013

(EXTRA) Pensamentos em uma Caixa Cinza 1

Alguns textos que escrevo para, digamos, extravassar. Espero que curtam. Logo, logo tem mais Contos. Aguardem!
A Face contra a Parede
 O que preciso

A Fúria
As palavras estão aqui mas elas não saem Tudo por não saber o que fazer com isso que entala minha garganta Eu não quero perder isso, quero acreditar em uma felicidade pré-fabricada Mas a força de tudo parece esmagar meu crânio
Não quero perder o que eu senti Não quero perder o que nunca foi meu
Um momento de calma que é rasgado por suas palavras Não importa o quando tentemos palavras vão ferir mai...s que qualquer coisa
E elas doem mais que uma facada... Muito mais Eu sei, eu sentia ambas
Mesmo que tudo comece a se corroer, o melhor é ignorar essa dor Lembrando como foram às outras trezentas palavras de desculpa Já sei que terei que me resgatar desses sentimentos
Como sempre Pois sempre me deixo consumir por eles Saboreando a dor como um garoto faminto há vários dias Eu sei o que senti e poderia ser algo bom Mas meu irmão... Agora é fúria!
O que eu não fiz? 


sexta-feira, 7 de junho de 2013

(EXTRA) Arquivo Sombrio - Introdução e Capítulo 1 - O tiro nas sombras (Parte 1)

Para compensar o fato que não estou escrevendo o livro Contos do Tempo Perdido, irei publicar uma vez por mês, o livro Arquivo Sombrio. Nele, trato do estudante de história, Carlos Eduardo. Ele se vê envolvido com uma série de mortes na cidade de Guarulhos, devido a fatos que envolvem seu pai e fotos comprometedoras da época da ditadura. Mas no fim, Carlos descobrirá que ele esta mais envolvido com coisas bem mais pesadas do que os Anos de Chumbo...

Introdução
            Há um ano comecei a escrever essas linhas para talvez ficar um pouco mais calmo depois de tudo que eu passei em 2006. Isso acontecia, pois nunca imaginei no que acarretaria estudar historia. Sempre gostei de estudar essa matéria pelo que me lembro. Acho que isso se deva ao fato de sempre ter gostado das historias relacionadas às cruzadas, sobretudo quando se tratada sobre os templários. Mas começo a me perguntar se não deveria ter feito outro curso qualquer com menos perigos. Sei lá... Talvez administração ou letras que são cursos mais chatos.
            Mas antes de falar sobre os fatos devo salientar duas coisas: quem sou eu e alguns fatos históricos que me envolveram nesse ano.
            Bem, meu nome é Carlos Eduardo Oliveira. Sou um dos filhos de dona Sandra Souza, atualmente dona de casa. Meu irmão mais novo se chama Claudio e é um verdadeiro idiota, mas não nos fixemos nele. Meu pai morreu há muito tempo atrás. Possuo três tios: Roberto, Conceição e Benedita. Tenho só três primos de primeiro grau devido ao meu tio Roberto e a mulher dele, Aparecida. Os nomes são Robson, Ramon e João Paulo. Atualmente estudo na UnG, fazendo curso de história e trabalho a tarde como operador de maquina de xerox. Chique não é?
            Gosto de comer todo tipo de massas e comidas japonesas, especialmente apimentadas. Odeio verduras. Tenho como hobbys tocar bateria, ficar mexendo em meu computador e escutar rock. Se bem que também tenho uma guitarra, mas a toco mais para descontrair.
            Os fatos importantes até agora são que eu sou um estudante de historia e a morte de meu pai. Sempre fui um ótimo estudante de historia, mas nunca o mais brilhante. É que sempre gostei das historias da Idade Média. Sabe, historia de cavaleiros errantes que lutavam contra exércitos. Coisa de garoto mesmo. Tudo bem que aqui no Brasil os garotos só pensam em futebol, mas eu pensava nisso. História.
            Meu pai já é um caso diferente: com oito anos de idade meu pai havia morrido. Foi o máximo que minha mãe falou sobre ele. Nunca soube nenhum dado sobre a vida dele, além do que consta no meu sobrenome. Família paterna, vida fora de casa, nada. Mesmo assim nunca gostei dele. Nunca estava em casa para ajudar minha mãe, então eu aprendi a trabalhar desde cedo. Havia vezes em que chegava bêbado da rua. E espancava qualquer um que estivesse na sua frente. Qualquer um mesmo. Sempre o odiei. Bem qual filho não odeia um de seus pais?
            De qualquer modo, eu sei que os meus problemas esse ano começaram por conta dele e da ditadura militar.
            Ai esta o outro fato que ferrou minha vida. Como um estudante de história estudo vários períodos da historia nacional e internacional, e devo confessar que um dos mais importantes são os chamados, anos de chumbo. Um período conturbado que pega de 1965 a 1985 na historia do nosso país. Ironicamente nasci em 1985. Pouco depois que ela acabou.
            O ano era 1964. O até então presidente, Jango, se recusou a tentar enfrentar uma resistência armada ao movimento militar que começou um golpe de Estado. No começo, se dizia que seria uma intervenção passageira devida “aos desmandos provocados pela infiltração esquerdistas no país”. As Forças Armadas teriam uma função patriarcal quase. Os tolos jornais da época saudavam isso como uma vitoria do movimento democrático, acreditando que quando tudo estivesse bem haveria votação e um presidente seria escolhido. Bobinhos...
            Havia muitas coisas para serem feitas, entre elas – principalmente - reorganizar o país. O Brasil necessitava de um Poder Executivo forte, além de formar um novo governo a partir das alianças da UDN e PSD, das lideranças militares e dos diversos empresariados.
            Mas houve então em 09 de Abril de 1964, o Comando Supremo da Revolução, uma junta militar que assumiu de fato o poder do país, promulgou um conjunto de regras políticas denominadas Ato Institucional número 1, mais conhecido como AI-1. Esse Ato fortalecia o Poder Executivo e concedia ao presidente poderes para suspender direitos políticos, cassar mandatos e exonerar funcionários públicos.
            Antecipando a Constituição, que previa eleições pelo Congresso Nacional 30 dias após a declaração de vacância dos cargos de presidente e vice-presidente, foram escolhidos o general Humberto de Alencar Castelo Branco como presidente, e o político do PSD mineiro, José Maria Alkmin como seu vice.
            Deveria haver eleições em Outubro de 1965, sendo que entre alguns dos principais candidatos a eleição estava o ex-presidente Juscelino Kubitschek. Porém, pressões dos udenistas levaram o governo a o incluir na lista de cassações políticas, acusado de corrupção em Junho de 1964.
            Um mês depois foi aprovada uma emenda constitucional que adiando a eleição para 1966 e que prorrogava o mandato de Castelo até 1967. Era a institucionalização do Regime Militar.
            Esse período trouxe varias mudanças no cenário social, cultural e especialmente político de onde vivemos. Houve repressão: foi criado o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) e outras coisas que pareciam vir direto da “Segunda Guerra Mundial”, mídias como jornais e rádios tinham que tomar cuidado para não falar nada contra o regime, um milagre financeiro que foi seguido de uma crise, repressão aos estudantes e professores de faculdades que eram sempre declarados como subversivos. Isso sem contar com as outras ditaduras militares que ocorriam nos países latino-americanos como a Guatemala, Chile, Argentina e Peru.
            Era uma verdadeira Era das Trevas, onde algumas pessoas perderam filhos, pais, irmãos, sobrinhos, netos e amigos... E que nunca tiveram a chance de enterrar seus entes queridos. Mas o que sempre me deixou mais revoltado é que em vários dos países em que ocorreram essas ditaduras houve a punição dos responsáveis por esses massacres. No nosso, alguns ainda estão no poder.
             E qual o motivo disso? Bem, digamos simplesmente que os relatos a seguir tratam sobre revelações incríveis sobre o período dos Anos de Chumbo e mais ainda, sobre meu pai.

                        Capítulo 1 – O tiro nas sombras
            Voltei de mais um dia de trabalho escravo na Casa de Xerox do Dennis. E quando digo escravo, não estou me referindo aos escravos da antiguidade entre os egípcios ou gregos mais bem tratados, mas estou me referindo aos que existiram aqui antes da abolição da escravidão. Era um saco, ao quais os únicos que me faziam companhia eram as máquinas e o “Imperador das Máquinas Sith do Mal” Dennis. Um apelido carinhoso que estava acostumado a falara para ele. Ele nunca entendeu isso. Agora sei por que Little Richards falava “wobombiluba biloubombum”.
            Em casa temos um portão tão grande que deixaria qualquer ladrão com medo de ultrapassar. Sou o único que possui um emprego, já que minha mãe vivia doente. Meu irmão? Que bom seria se ele tivesse emprego, mas assim como Deus não deu asas às cobras, ele não deu força de vontade para o Claudio procurar um serviço. Ainda penso que cobras merecem mais as asas do que o meu irmão dinheiro.
            Abri o portão e logo em seguida – pois não vi o que havia ali - cai em um monte de caixas de papelão que antes recheavam um dos quartos ao fundo da nossa casa. Depois de me recuperar da queda, ainda deitado gritei a plenos pulmões quem era o causador daquela zona. Já imaginava que só poderia ter sido uma pessoa.
            Claudio mostrou a cabeça pela janela e então começou a rir da situação em que me viu. Logo em seguida soltou:
            -O que foi Du? Cansou-se de dormir no nosso quarto e agora vai dormir no quintal mesmo?
            Como não tínhamos muito dinheiro, meu irmão e eu dividíamos um quarto. Pelo menos não dormíamos em um beliche.
            -O seu otário, a mãe nunca te falou que não era pra mexer nessas coisas?
            -Mas foi à mãe mesmo quem disse para retirar essas coisas lá do quarto babaca.
            Foi então que levantei, e calmamente, soltei palavras comuns a qualquer moço que estivesse nervoso com a situação:
            -Oh mãe! Que merda é essa que o Claudio tá falando aqui?
            E fui entrando na cozinha, onde minha mãe era soberana. Estranho como mães tem uma força maior dentro da cozinha. Já repararam. Ela me olhou com seus olhos cheios de inconformismo querendo que me retratasse de lago que nem eu sabia.
            -Quem te ensinou a falar isso mocinho? Eu que não fui! Ficar falando essas coisas feias.
            -Ah ta. Não quer que eu fale merda?
            -Isso mesmo.
            -Tá legal. Que porra é essa que o Claudio falou? A senhora vai jogar aquelas coisas fora?
             Ela olhou mais nervosa do que inconformada com o fato de eu estar perguntando sobre as caixas. Enfim, depois de suspirar, pois sabia que perderia em uma conversa contra mim ela começou a cortar uma carne para o jantar.
            -Estou me livrando daquelas coisas para arranjar um quarto para um de vocês dois. Pensei que ficaria contente.
            -O atual quarto é meu! – soltou rapidamente da sala o enxerido do meu irmão.
            -Que se dane! – soltei em retribuição, e continuei a conversa com minha mãe – Mãe lá pode ter coisas importantes pra gente e relacionadas ao... Você sabe quem.
            -Nunca demonstrou interesse sobre algo relacionado ao seu pai meu querido? Por que agora?
             -Não é interesse. Só que pode haver documentos importantes e outras coisas de valor lá dentro. Pretende levar aquilo pra onde.
            -Nenhum lugar. Vão é pro lixo meu filho.
            -Lixo? Deixa eu olhar o que tem primeiro.
            -Filho... Eu não quero que você olhe...
            Nessa hora, peguei as mãos dela e olhei fundo nos olhos.
            -Eu sei que não sou o melhor filho do mundo, mas mereço saber um pouco sobre o pai. Mesmo que seja para ter mais raiva dele ou não. Eu sempre respeitei a senhora e nunca mexi naquelas caixas. Já o Claudio...
            -Eu tô ouvindo seu veado! – disse o infeliz outro filho de minha mãe.
            Minha mãe me olhou de um jeito meigo, como quando sabe que estou certo de algo. Colocou a mão sobre minha cabeça, com dificuldade, já que sou visivelmente mais alto fazendo um carinho que só ela poderia fazer.
            -Tudo bem filho. Mas faça isso hoje à noite, pois amanhã é dia do lixo passar aqui, ouviu?
            -Sim.
            Após ouvir minha resposta, ela deu de costas para mexer em outras coisas para o jantar. Não queria saber sobre meu pai, mas poderia ter uma família que nunca conheci por conta das atitudes inconseqüentes de meu pai. Além disso, realmente poderia haver dados importantes e documentos ali nas caixas.
            -É mano – falou meu irmão, que surgiu feito um fantasma das minhas costas – acho que você conseguiu chatear a mamãe. Coisa feia
            -Ah cala a boca seu otário – falado isso, dei um tapa em sua cabeça.
...
            Enquanto isso, fora da USP, um homem corria. Os relatos das câmeras mostravam um, sobretudo esfarrapado. Ele carregava consigo um monte de livros e papeis e parecia estar fugindo de algo ou alguém. Os que olhavam na rua achavam se tratar de um bêbado, afinal, cara ele tinha. Mas seu jeito mostrava ser um professor de faculdade. Talvez um professor bêbado.
            As câmeras que registraram esses fatos foram das lojas de carros próximas. Já que eram carros, a maioria pelo menos de marcas internacionais. E convenhamos: a USP não esta nem um pouco preocupada com a segurança de seus alunos.
            Mal sabia eu que minha vida cruzaria com a dele. Não necessariamente vivo.
...
            Subi para a UnG pois estava quase atrasado para aula. Quando disse quase, quis disser, completamente. Cheguei ao final da primeira aula. Engraçado ser uma pessoa que mora próximo da universidade, mas que sempre me atraso por uma coisa ou outra.
            Talvez eu devesse cortar meu cabelo como minha mãe pediu dias atrás. Uso cabelos que mais parecem à juba de um leão de tão grande. De longe pareço o Dave Mustaine. Já de perto pareço um headbanger qualquer. Mas tenho estilo. Adoro Sepultura, então ando pra cima e pra baixo com a camiseta com o símbolo deles. Tenho um rosto comum fora isso. Pelo menos é o que me dizem meus amigos.
            Uso tênis de marcas simples. Nada extravagante. Tipo um Neebok. Cópias piratas? Com certeza. Mas às vezes são mais confortáveis do que os originais. O que me ajuda a subir o morro.
            Terminada a primeira aula saímos para o intervalo. Não havia muitas pessoas com quem conversar a não ser Gabriela, Douglas e Joseane. Eles eram meus amigos desde o começo do curso. Talvez porque muitos nos viam como estranhos nos padrões da maioria, o que eu sinceramente odiava. Gabriela usava uma cadeira de rodas, não uma melancia no pescoço. Algumas pessoas pensam que um cadeirante é sem pernas. Douglas era diferente. Era mais novo do que eu, mesmo assim tinha uma mente mais aberta e era um líder nato. Bem diferente do que eu jamais seria. Por ultimo, havia a Josiane, que só por seu modo de vestir as pessoas a comparavam com uma gótica. Bando de idiotas que não tem muita idéia do que seja uma pessoa com visual próprio. Éramos um grupo único na UnG.
            Foi quando sai por ultimo, pois peguei as coisas do dia com um colega meu, que eu cheguei ao refeitório para ver uma cena única. Estava a Gabriela tomando Mupy, o Douglas terminando um livro e a Joseane vendo mensagens do namorado no celular. Todos sentados ao redor de uma das mesas do lugar. A cena seria até comum, se não fosse à amiga deles. Lá estava a Cibila, a bruxa.
            Nunca entendi muitas coisas sobre magia, já que toda a minha vida foi extremamente cética. Ela sempre me olha como se quisesse atravessar minha alma. E pelo que sei, ela segue uma linha de magia que lida com a previsão do futuro. Posso não acreditar nisso, mas eu tenho medo dela. Oh se tenho.
            O pessoal me pediu pra sentar. A Joseane largou o celular e partiu para me abraçar loucamente como só ela poderia fazer.
            -Josi... – apelido que arranjei pra ela – larga meu pescoço... Tá me enforcando...
            -Ah tá bem Du! – respondeu ela voltando ao lugar – Du a Cibila viu meu futuro!
            -Ah viu é? – olhei para Cibila. Não sei por que, mas acho que até devia saber a previsão. Sempre é, “tome cuidado com isso”, mas “sua vida vai ser repleta de felicidade”.
            -Você deveria ver seu futuro Carlos – falou Douglas com os olhos por sobre o livro. Ele estava lendo O Príncipe de Maquiavel – Pelo menos pior não pode ficar.
            Eu olhei para ele com ódio. Não de verdade, pois era um ótimo amigo, mas daquele modo que só amigos podiam olhar para outro.
            -Já que é assim faça você primeiro isso Douglas... Nada contra Cibila, mas não acredito nisso. Sem querer ofender – respondi me achando o sábio.
            -Não ofendeu – novamente os olhos dela me dissecavam. Eu pensei que talvez ela estivesse afim de mim, mas logo descartei essa idéia.
            -Já viu o meu – Doug respondeu enquanto colocava o livro na mesa – Descemos mais cedo, pois a aula do Everaldo tava chata.
            Então, Gabriela soltou a frase que eu nunca queria ter ouvido:
            -O que foi Carlos? Tá com medo.
            Até hoje me arrependo de não ter tapado os ouvidos. Muita gente chega pra mim dizendo que era o destino. Que eu tinha que escutar aquelas palavras. Mas a verdade é que eu nunca queria saber de ter escutado aquilo que Cibila dizia ser o futuro. Isso se deve ao fato ela falou no final da previsão, coincidentemente, ter realmente ocorrido. Eu sempre achei essas bruxas como charlatãs. Se tiverem como ver o futuro por que não ficam milionárias? Bem, de um jeito ou de outro respondi:
            -Tá legal! Tá legal! Olha logo essa mão pro povo parar de me encher...
   ...
            A polícia disse que o tal homem teria se aproximado de minha casa e encontrado um rapaz que pichava uma parede. Não havia câmeras no local. Então a única coisa que sabiam com certeza era o que garoto havia contado sobre o fato.
            Estaria pichando atrás de um mercado, quando esse homem chegou – todo desengonçado - para ele e falando que pagaria duzentos reais se entregasse para ele o spray. Qualquer um faria isso. O que havia incomodado o jovem era que logo em seguida o homem pediu que ele corresse o mais rápido possível.
            Tudo nesse caso era estranho: o senhor então começou a pichar a parede do mercado, com algo que o jovem não sabia o que estava escrito. Quando já estava na esquina, o tal homem teria jogado vários pacotes de lixo para cobrir a parede.
            Notava que com o homem, havia vários documentos. Parecia um professor de universidade ou no mínimo trabalhava para um escritório.
            O garoto no final não se afastou tanto e ficou pensando se deveria voltar. Era estranho, mas pensou que o senhor estava sendo seguido. Quando então chegou a pensar realmente voltar para lá, era tarde demais. Aquele senhor estava morto com certeza. Um tiro no peito.
...
            -Hum, interessante.
            -É? – disse eu sendo sarcástico – Enquanto ela olhava a palma de minha mão.
            -Carlos, quieto! – exigiu Joseane.
            -Esta bem! – respondi. Porém, continuei – O que esta vendo ai?
            -A dor de uma separação recente.
            -Ela é boa não é? – disse Josi com um sorriso. Eu retribuo para ela com uma cara de tédio.
            -A Carla me dispensou recentemente. Todo mundo aqui da faculdade sabe.
            -Ah para Du... – disse Gabriela tentando proteger a vidente Cibila.
            -Ela terminou no refeitório ali de baixo! Na frente da UnG inteira! Até os professores sabem disso.
            -Não é pra tanto... – disse Doug tentando contornar.
            -O professor Carlos tava me consolando! Eu entrei em fossa por um mês!
            Cibila exigiu silêncio. Ela ainda tentava ver o futuro através de minhas mãos. Eu tava estranhamente achando que ela queria fazer carinho. Aprendi desde cedo que mulher nenhuma tinha interesse por mim. Esforços eu fazia para me tornar interessante. Cortei até mesmo meu cabelo, mas parecia que não agradava em nenhuma área. Vai se entender isso. Por isso teorizei: todo o homem é burro, toda a mulher é louca! Essa era minha máxima para explicar meu estado de solteiro perpetuo.
            Por fim, depois de alguns acertos e erros, Cibila disse:
            -Alguém do passado vai surgir para você essa noite.
            -Alguém do meu passado? Quem? Meus tios de Itaim? Eles são legais.
            -Não do seu – disse ela, agora com olhos preocupados, assim como a voz – Do seu pai.
            Fiquei realmente bravo. Não gostava do meu pai mas colocar meu pai no meio era jogo sujo.
            -Olha meu pai...
            -Eu sei que ele esta morto. Vi nas linhas de seu passado.  Mas é alguém que não sabe disso. Que não poderia saber disso. Pois ele traz consigo um peso muito grande. Vejo grilhões.
            -Grilhões? – soltou Douglas.
            -E flashs. Como se fossem danças profanas. Danças do demônio.
            -Tudo isso você vê na minha mão? – começava a achar que minha mão deveria ser uma verdadeira televisão pra ela ver tudo aquilo. Direi a mão rapidamente.
            -Qual o motivo de estar tão nervoso comigo? – ela perguntou.
            -O pai dele morreu em 1993 – falou Douglas em resposta.
            Fui saindo. Levantei-me em um rompante de raiva. Putz, o pessoal sabia que não gostava dessas coisas de magia e vidência. Mas não, eles tinham que insistir com aquilo. O pessoal começou a pedir desculpas
            Cibila ainda queria falar comigo, o que o próprio Douglas impediu. Mesmo assim ela tentava falar comigo.
            -Vai. Pode a deixar falar... – pensei eu. Pior não poderia ficar.
            -Só me faça um favor. Tome cuidado com a palavra Aran.
            Eu não entendi o que aquilo significava, mas senti verdade nas palavras dela. Mesmo assim, subi pra sala. Pedi que o pessoal ficasse, pois não queria ser atrapalhado por ninguém. Iria pensar um pouco.
            Imaginava até que poderia ser verdade o que ela falou. Pois sempre quis conhecer minha família paterna.
            -Isso é besteira – disse isso sozinho enquanto olhava pela janela do segundo andar do prédio de história, para o Shopping Internacional de Guarulhos.
...

            Voltava da aula, após os acontecimentos maravilhosos do refeitório – para quem não sabe isso foi sarcasmo. De qualquer modo passei por um lugar onde havia uma grande movimentação de curiosos. Com certeza se devia a alguma morte, desova de corpo, estupro, acidente de moto ou – no melhor dos casos – roubo. Mas como era atrás do mercado tinha certeza que só poderia se tratar de morte. Lá já foi morta uma porrada de gente. Bem, nem quis saber e fui direto para casa.

terça-feira, 21 de maio de 2013

(EXTRA) O que é RPG?

Bem, como há muitos que não sabem o que significa isso, e sendo a principal fonte de inspiração a vocês, mostro a vocês o RPG.
O que é um jogo de RPG?
Talvez seja a pergunta mais feita por uma pessoa que não conheça esse hobby, ou não se interessa por ele. Mas qual seria a resposta mais apropriada? Bem, nas próximas linhas tentarei explicar quais suas funções, suas aplicações - tanto de diversão como acadêmicas - e alguns conceitos.




1 - O que é exatamente um jogo de RPG?
RPG é a abreviação de Role Playing Game, e sua tradução mais conhecida e aceita seria "Jogo de Interpretação de Papéis ou Personagens". Se deve ao fato que cada participante possui um personagm que interpreta, como em uma peça de teatro ou cenas de um filme.
Basicamente é um jogo de contar histórias. Usando um exemplo grosseiro, podemos chamar de um "jogo de faz-de-contas mais elaborado", já que possui regras.
Muitas pessoas observam e acreditam que por tratar de um jogo, existe uma meta de ganhar. Não existe vencer ou perder quando se vê uma obra de Shakespeare, ou se lê uma obra de J.R.R. Tolkien ou C.S. Lewis (autores de O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Nárnia, respectivamente), só a vontade de se entreter a simples satisfação. É por pura diversão que se joga.

2 - Como é o funcionamento de um jogo?
O jogo transcorre da seguinte maneira: um grupo de amigos, conhecidos ou até mesmo desconhecidos, que se uniram por um gosto em comum, se unem em determinado lugar. Um deles, quase sempre o com maior disposição e vontade de ler, é denominado como narrador ou mestre. Ele é um jogador, que cria e elabora o "mundo" do jogo, assim como um roteirista ou escritor faria com seu trabalho. Ele pode controlar outros personagens como aliados, inimigos, heróis e amigos. O narrador não é melhor que os outros, só necessário como um arbitro de futebol. Mas ele também se diverte a seu modo.
Pensando que o narrador é um arbitro ou diretor, os outros jogadores são o foco dessas histórias, seus personagens principais.
Existem dois termos no RPG que chamamos de aventuras e campanhas.
Em uma aventura, os jogadores atuam como os protagonistas, tentando alcançar uma meta estipulada pelo mestre ou por si mesmo, seja fazendo isso em grupo ou sozinho. De certa maneira funciona como um episódio de seriado americano em que uma história acaba nele, podendo ter consequências nos próximos. Já em uma campanha, podemos citar ela como uma sucessão de aventuras, envolvendo os mesmos jogadores. Voltando ao exemplo de um seriado, é só imaginar que os vários episódios formam uma trama única que conduz os personagens a um "grande confronto" ou uma "grande revelação", como um temporada.
Os jogadores reunidos criam fichas de personagens. Servem para anotar as características, equipamentos, qualidade e defeitos deles. Lembrando que os jogos possuem regras a serem seguidas. Normalmente, uma ficha é criada em comum acordo entre o narrador e os jogadores, usando especificações de um livro de RPG.
Para simular a aleatoriedade de alguns acontecimentos, ou simplesmente o sucesso ou falha de uma ação, são jogados dados.
Normalmente, um jogo de RPG usa dados de seis lados, e regras que dizem quais suas chance de sucesso. O termo que usamos normalmente é D6. Alguns jogos tem sistemas diferentes e usam dados especiais de 4, 8, 10, 12 e 20 lados (ou faces). Esses dados são vendidos em lojas especializadas. E como antes, RPG não tem haver com jogos de azar, portanto não envolvem apostas de qualquer tipo

3 - Como funciona um livro de RPG?
Para jogar, se lê um livro com todo o conteúdo de jogo. Ele possui regras de construção de personagens, as rolagens dos dados e a parte ficcional, o que traz todos elementos desse hobby. Muitas vezes, essas obras são chamadas como módulos básicos, e só um deles é necessário para uma partida.
Além do módulo básico, que é necessário para os jogos, também é possível comprar livros com material extra chamados suplementos. Tanto que eles não são exigidos para começar uma partida do jogo.

4 - A história do RPG
Os primeiros jogos não vieram de uma área tão interpretativa. Surgiram com os wargames (assim como as damas que vieram do xadrez, e este é inspirado em batalhas).
Um grupo de colegas que se entretinha com esses jogos de tabuleiro e estratégias, quase sempre os mudava e melhorava as regras. Com isso eles criaram um jogo inspirado especialmente nas obras de fantasia de O Senhor dos Anéis e Conan. Esses foram os primórdios do primeiro RPG que seria conhecido como Dungeons & Dragons (Masmorras e Dragões)
Em 1974, a diversão se tornou algo mais comercial e criou um sucesso de tal magnitude, que o grupo de amigos entre eles Gary Gygax e Dave Arneson) tornaram-se uma editora, a TSR, Tactical Studies Rules. O D&D se tornou símbolo de cultura nerd, com referências em filmes como E.T. de Spielberg, em desenhos como Os Simpsons e Futurama, de Matt Groening, animações como Shrek 3 e até seriados como The Big Bang Theory.
-Curiosidades:
*No brasil um dos desenhos mais reprisados na TV tem seu titulo original como Dungeons & Dragons. Isso ocorre pois realmente é baseado no jogo de RPG: heróis enfrentando mistérios e combatendo o mal, enquanto tentam voltar para casa. A maioria o conhece por Caverna do Dragão. Tanto que tinha até o dedo de Gary Gigax nele.
*Até mesmo os quadrinhos e animações japonesas se renderam ao RPG. Uma das obras mais famosas é Record of Lodoss War. Criada por Ryo Mizuno, produzida em 1991, é assumidamente baseada e produzida em D&D.









5 - Gêneros dos jogos de RPG
Assim como peças de teatros, filmes, livros e jogos esportivos, existem vários temas, gêneros e gostos no RPG.
Os livros usam sistemas e temas próprios. Variando desde os mais clássicos até os mais modernos:
-Fantasia medieval
-Ficção científica
-Super-heróis
-Cyberpunk
-Terror
-Histórico
-Animes
-Steampunk
entre outros
Existem alguns mais conhecidos:
*Dungeons & Dragons é o mais conhecido e antigo dos RPGs. Envolve heróis medievais contra dragões, monstros e vilões. Histórias clássicas de combates de bem contra o mal.
*GURPS, Generic Universal Role Play System. É um jogo, literalmente, genêrico. O que faz com que consiga abranger vários temas.
*O Senhor dos Anéis RPG é um jogo oficial baseado na obra máxima de J.R.R. Tolkien, que inspirou o conceito de aventura em D&D e várias obras de fantasia medieval.
*3D&T e Mini GURPS são aqueles que possuem as regras mais simples e preço mais acessível, excelente para iniciantes. O primeiro é mais apropriado para os fãs de animes, mangás, videogames e quadrinhos americanos.

6 - O RPG como modo de aprendizado
Professores, psicólogos e pedagogos já descobriram o potencial educativo do RPG para os mais jovens. É possível através desses jogos, que jovens possam aprender história, sociologia, geografia e outros temas.
Muitos livros são baseados em fatos, lugares e pessoas reais, como GURPS Descobrimento do Brasil. Outros, baseados em ficção científica, apesar de serem fantasiosos, possuem um teor fundamentado em algumas teorias reais.
Muitas vezes jogadores começam a ler incentivados pelas partidas de RPG. Algumas vezes, se deve ao fato de se interessar pelas regras do jogo, como rolagem de dados e caracteríticas de alguns personagens. Outras vezes, é a fantasia que atrai os jogadores.
Entre os livros e obras que normalmente os jogadores leem estão obras escritas ou inspiradas em Tolkie e Robert E. Howard (escritor de Conan, Rei Kull e Solomon Kane). Mas os próprios jogadores de RPG criam sua literatura fantástica. Veja alguns exemplos:
*O Inimigo do Mundo, baseado no universo dos livros de jogos Tormenta.
*Dragões do Crepúsculo de Outono, Dragões da Noite de Inverno e Dragões da Alvorada da Primavera, baseado no universo dos livros de jogo Dragonlance
*A Estilha de Cristal e Rios de Prata, baseado no universo dos livros de jogo de Forgotten Realms


7 - Live-action: Um modo diferente de RPG
Um live-action, ou só live, é um modo diferente de jogar RPG. É algo que mistura jogo, festa a fantasia e teatro. Em vez de usar dados sobre a mesa, os jogadores se vestem, agem e falam como seus personagens.
Quase sempre fazem certos sinais de mão para simular as regras de jogo. E com isso, quase sempre participam de grandes eventos onde existem confraternizações entre pessoas de diferentes estilos, mas que gostam desse hobby. Alguns desses jogos criam muita curiosidade e atraem outros RPGistas.
O live-action é um jogo tremendamente criativo, que exige muito da interpretação de seus participantes. E é isso que torna essa atividade um pouco mais difícil
Os live-actions também inspiraram as batalhas campais. Elas consistem em grupos de conhecidos ou amigos, que entram em competições e duelos inspirados nas histórias medieviais de cavalaria. Se vestem com roupas baseadas na Idade Média e usam armas feitas de espuma para os combates.

8 - MMORPG: Jogos online
Os MMOs (Massive Multiplayer Online) são um tipo de jogo eletrônico que mais cresce nos últimos anos. Talvez sejam mais famosos que os RPGs de mesa, e algumas vezes, são os primeiros passos para os fãs desse gênero.
Todos os MMOs são diferentes mas sempre possuem uma mesma base que consiste em criar personagens, explorar o mundo do jogo virtual, enfrentar criatras, fazer quests, (missões) entre outras coisas
Entre alguns jogos que existem na Internet estam:
*Everquest
*World of Warcraft
*Star Wars - Knights of Old Republic
*D&D Online
*Lineage
*Ragnarok
*MU Online
*Lineage II
*DC Universe
*Final Fantasy XIII
*Cabal

Com isso termino essas linhas esperando que tenha sanado suas dúvidas com relação a esse jogos que já alcançou tantas pessoas em diversos países.