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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

(EXTRA) Novo trecho de "O tribunal das almas"

Eles estavam em alto mar, sem forças para mexer um músculo sequer. Thror era mais um dos homens que estava em um dos vários pedaços de Salva Ventos, o navio de Joseph. E todos estavam lá, os Dragões da Justiça, os piratas que serviam ao Boas Línguas. Mas nada do capitão. Foi quando seus olhos se fixaram na água. Boiando em um canto estava Yuri, o imediato segurando um corpo inerte. Ele soluçava e chorava, como uma criança que perde a mãe. Gritava e ignorava ser um homem feito. Era um momento de dor horrível para qualquer um. O capitão, o pirata, o amigo, o aliado, o homem que ofendia, pereceu salvando os homens. Cada um que estava nos pedaços de madeira foram salvos pelo falecido. O Boas Línguas, Joseph partiu desse mundo na água. No mar.



Muito grato novamente a todos que me acompanharam até aqui. Os Contos do Tempo Perdido irão continuar. Logo, logo pararei de postar mas não se preocupem, pois continuarei postando alguns extras. Talvez até mini contos. Se preparem mas por hora... Fiquem com um trecho de "O Tribunal das almas".

sábado, 27 de julho de 2013

(EXTRA) Novo trecho de "A progênie do dragão dourado"

Com o fim de mais um dos volumes de Contos do Tempo Perdido, quis fazer os leitores assíduos do blog. Fiquem com mais um trecho. E lembrem-se: ano que vem, volto a publicar os trechos sem revisão de Contos: Volume II!


"Só obrou Ortro no combate. Halphy com a besta começou a querer negociar:
-Olhe aqui Ortro, – disse ela enquanto preparava outro projétil – acredito que seria melhor se entregar ou será destruído. O que acha? Podemos ser clementes.
-Clemência? De uma fealith e um bando de humanos fedorentos? Nunca! Não irei entregar meu corpo e alma corrompidos para criaturas tão insignificantes e gananciosas. O mal permeia o meu ser, mas meus olhos enxergam não só o que é aparente. E essa mancha negra que eu possuo vocês também tem. Não serei tolo para me entregar.
-Então, - disse Gustavo agitando a espada longa – não diga que não avisamos.
-Dragões, ataquem! – gritou Halphy liderando.
-Por Ares e Zeus! – disse Thror saltando na direção do monstro coberto de olhos. O golpe acertou um dos olhos do monstro.
Os olhos piscaram novamente. Uma grande quantidade de magia se espalhou por todos os lados como uma terrível e poderosa tempestade. Com força o suficiente para danificar a caverna. Mas não o suficiente para destruir.
Novamente os raios foram atingindo o grupo. Vários deles estavam extremamente feridos. Gustavo parecia não se conter de dor. Vários espinhos de madeira surgiam no corpo de Arctus . Seton sofria com uma mancha profana no seu corpo. Thror parecia confuso, sem saber quem atacar. Só Halphy se matinha de pé mesmo com pedras afiadas cortando sua pele. Apontava a besta na direção da prole.
-Ora essa fealith! Esta com tanto medo que não consegue me atacar? – gritou o monstro se achando superior.
Ela riu daquilo.
-Qual foi a graça?
-Primeiro não sou uma fealith. Sou uma meio elfa e me chamo Halphy. E eu não estou atacando, pois estava preparando uma magia. Soyez doux comme un oiseau survolant la mer. Et aussi dévastateur que le loup sur la proie!
A seta atravessou a boca do monstro como se fosse água. Ele caiu no chão sangrando um líquido verde fedorento.

Seton foi ajudar o resto do grupo, incluindo Halphy, que conteve a dor até agora. Os golpes das pedras feriram suas pernas, barriga e o rosto. Mas se manteve firme até então. Alguns efeitos arcanos estavam sendo dissipados.
-Dói muito? – disse o druida para a garota.
-Só quando eu fico olhando para esse seu rosto de... Ai! – ela soltou enquanto o druida curava a ladina feiticeira. Ela ficava muito irritada com perguntas tolas.
Arctus se aproximava do corpo da prole. Ela tentava manter-se viva. E era algo que o sacerdote logo resolveria.
Ele ergueu sua arma quando a massa de carne e olhos fitou o sacerdote de Deus. Quando ele iria golpear o monstro, a criatura disse:
-Espere homem do deus Cristo!
O padre hesitou. Por algum motivo sabia que ouviria não seria plena verdade, mas não estaria tão longe dela também.
-O que quer demônio? Não queria clemência antes. Qual o motivo de querer falar agora?
-Nunca pedirei clemência a um humano! Mas sei de algo que poderá lhe ser útil... Meus olhos arcanos conseguem não só lançar magias, mas podem ver o que as almas sentem e desejam... Um de vocês esta para trair o grupo... Posso lhe falar quem é. Uma barganha.
As palavras faziam sentido para Arctus.
-Isso deve ser uma gestão mágica! Morra cria infernal! – após isso, golpeou o temível ser.
-Argh! – soltou em agonia ser – Isso não foi magia e você sabe que eu falo a verdade.

Todos olharam e ouviram a conversa entre Arctus e Ortro. Todos se entreolhavam, enquanto o padre fitava todo o grupo. Era verdade. Ortro não lançou magia alguma. Esse é o maior poder de um demônio: semear o mal e a mentira usando uma verdade cruel."

sexta-feira, 5 de abril de 2013

(EXTRA) Trecho de "A progênie do dragão dourado"

Muito grato a todos que me acompanharam até aqui. Os contos do Tempo Perdido irão continuar, mas por enquanto, estarei parando de escrever por alguns meses. Isso faço, pois a lenda desses personagens será contada com mais riqueza de detalhes em breve. Mas não se preocupem, pois continuarei postando alguns extras. Talvez até mini contos. Se preparem mas por hora... Fiquem com um trecho de "A Progênie do Dragão Dourado".


"A criatura foi afetada pelo relâmpago pelo arcano ruivo. Mas nem tanto quanto o jovem queria. Ela não se abalou pelo golpe de energia. Na verdade, era até possível comparar o dano recebido um pequeno corte na pele. E não a explosão de energia que surgiu subitamente com a magia.
O que a criatura não contava, era com o poderoso golpe da espada de Thror, pelas costas, enquanto segurava o elmo. Era como se estivesse segurando a cabeça de um inimigo, ele tombou diante das botas do grego.
-Thror... – iria começar a falar o mago.
-Não precisa se preocupar em me agradecer! Notei que este saiu de perto do clérigo...
-Não iria agradecer! – disse Lacktum contrariado – Só queria saber o motivo de continuar a segurar o elmo com a mão do escudo.
Foi então que o homem da cicatriz olhou para o elmo. Então, o jogou no chão com receio que ganhasse vida de novo.
Seton ainda tinha dificuldades em enfrentar o seu oponente, pois além de ter se afastado de seus aliados, ficou encarregado do anão Rufgar. Ele não poderia largar o prisioneiro que poderia delatar o grupo. Foi nesse tempo, que o revenant se aproximou o bastante para fazer golpe perfeito. Mas foi interrompido pelo corpo do anão, que saltou servindo como escudo.
-Vai druida!
Foi como em um piscar de olhos: a foice atravessando o revenant, enquanto o anão caia de dor. O construto também caiu.
-Ei barbudo, esta bem? – soltou o aflito druida.
-Não acha... Que uma espada curta irá me matar, não é?
Seton sorriu e começou os procedimentos mágicos de cura no peito do anão.

Todos foram até o anão. Exceto Lacktum que parecia querer contemplar a vitória. Viu Halphy ajudando o padre.  Também viu o jovem Gustavo cumprimentando Thror pelos excelentes golpes desferidos. Viu a raiva de Valente por não participar do combate, enquanto Caça Trufas se sentia aliviado. Alexander e Fiel estavam alegres, só pelo fato, de todos estarem bem. E como todos se reuniram ao redor de Rufgar para saber se ele estava bem.
O que ele não viu, foi o golpe de uma adaga em suas costas.
-Mestres Hazik e Kalic Benton II mandam lembranças... Disse uma voz.
Lacktum então ouviu o metal se afastando do corpo. Ele colocou a mão nas costas e tentou olhar a palma da mão. Não houve tempo. Caiu inconsciente no chão.
-Ruivo! – gritou Thror.
-Lacktum! – gritou Halphy.
-Mas o... – e antes que Arctus terminasse a frase, entendeu o que foi dito pelos companheiros. Ele conseguia ver, próximo do corpo inconsciente do mago. Lacktum, um homem de vestes negras, capa vermelha e usava um capuz para esconder sua face. Segurava uma adaga grande cheia de um líquido vermelho e negro que escorria de sua lâmina. Apontando para o grupo, saltou:
-Meus mestres querem os itens do Desalmado e do Cavaleiro de Platina! Com isso seu colega poderá viver! Estarei naquela direção – disse apontando para um morro -  e quero que cheguem antes do anoitecer... Se não...
E nesse instante, o assassino fantasmagórico sumiu com a mesma velocidade que surgiu. Com a ajuda da neve naquele lugar. E a cada momento ela ficava maior, quase cobrindo o corpo do mago.
Todos foram até seu líder caído. Ele foi erguido pela jovem Halphy de todo aquele branco. Ela o virou procurando a ferida. Arctus e Seton não entendiam o motivo da ladina querer ver o golpe no corpo do mago antes deles. Alguma coisa a intrincava.
Foi quando a jovem encontrou a ferida. Notou que ao redor dela, havia uma substância esverdeada. Temeu que sua conclusão estivesse certa. Cheirou e então a fala do estranho. Ela sabia o que era aquilo.
-Praga! Vamos encontrar um lugar seguro para deixar Lacktum! Isso é veneno de quimera[1]! Temos que achar uma cura ou ele não sobreviverá!"


[1] O veneno da quimera é duas vezes mais potente que qualquer elixir, mineral ou veneno proveniente direto da natureza.