quinta-feira, 18 de maio de 2017

Pensamentos em uma Caixa Cinza 1 #2

Desejos noturnos
E ela queria o desejo do olhar de um homem para si
Não necessitava ser um Adônis dos tempos modernos
Só que através de sua visão ele pudesse a despir
E com sua respiração criasse os toques mais ternos

A eletricidade na aproximação de lábios molhados
O vermelho não estava só em sua doce boca
Queria só deixar sentidos tão despertados
Que sua mente ficaria completamente louca

Ansiava por um golpe severo e rígido
Cheio da força que se acostumou como agrado
Ártemis despudorada e sem nenhum pedido
Só o de seu divino sagrado


Mas quando anda pelas ruas ela tem que ter controle
Pois muitos não gostam de ver o que desejam
Dê a ela nada mais do que a noite
E veja o que ambos anseiam

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O orgulho que nos cega

Imagine que o mundo é perfeito. Ok? Tudo da forma como imaginou. Perfeito como sempre quis. Sabe o que muitos vão ver? Um mundo chato. O motivo é óbvio: nada na nossa vida é perfeito. Graças a Deus, o diabo, a sorte, o destino, o nada... Ou seja lá no que acredita.
Recentemente li o seguinte: “A pessoa certa na profissão certa significa realização pessoal e profissional... Concordo plenamente com a frase!”
Eu discordo plenamente da frase. A vida é repleta de encontros e desencontros. Falar que você é a pessoa CERTA para uma profissão é orgulho. E sabemos o que ocorre com os orgulhosos. Eles falham. Em uma parte de sua vida, eles sempre irão cair da pior forma possível e imaginável.
Lutar para conseguir ser o melhor é louvável. Mas não deve ser a pessoa a falar que está indo bem. E sim aqueles que estão vendo seu trabalho. Lógico, alguém vai surgir podendo mentir... Os famosos puxa-sacos. E aí vem mais uma vez a competência do profissional sendo colocada a prova. Pouco importando quem fale, é possível discernir pessoas sinceras de “simples batidinhas nas costas”.

Isso é ser profissional. Lidar com os problemas.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Uma história para Vampiro (Milena Giácomo)

Milena Giácomo é uma Giovanni que há muito tempo foi uma simples e jovem donzela. Bela e cheia de vida. Contudo, seu pai, um homem rancoroso e mercador em Veneza só a enxergava como moeda de troca para conseguir uma grande quantidade em fortuna. Então, ela iria se casar com o filho de um senhor feudal. Um plano que daria certo, não fosse pelo amante secreto de Milena, o pintor Enzo. 
O rapaz fez todo o possível para guardar dinheiro, assim conseguiria fugir da cidade. com sua amada. Entretanto, nada foi como planejaram. O pai de Milena enviou um grupo de homens para matar Enzo. Um problema, pois homens treinados para a morte as vezes querem mais que dinheiro. Querem sangue. No calor da batalha, a jovem foi acertada por uma espada que deveria a "salvar de seu raptor". 
Enzo e Milena eram para ter trilhado o caminho no rio da morte juntos. Contudo, o barqueiro só tinha espaço para um. Quando despertou, a garota não se sentia mais como antes. Seu mentor, Grigori, a salvou por pena. Mas quando alcançou seu amado não poderia o salvar. Ela ainda pensa se isso não foi parte de um plano cruel de seu senhor e mestre. Ainda assim se isolou dele depois que deve conhecimento e sabedoria para viver sozinha.
Ela mora, atualmente (e pretende viver assim) na região da Grécia. Vendendo quadros. Um dos poucos dons que seu amado lhe passou antes de falecer naquele conflito que separou os amantes.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Resolução de 2016


Eu não sou um homem bom.
Em 2013, ao assistir episódios de Doctor Who, eu consegui sair de um momento depressivo da minha vida. Nada mais justo que usar esse texto para homenagear a produção da BBC... E também exorcizar alguns demônios. Ao menos os de 2016.
Depois de vários episódios, incluindo os da sexta e sétima temporadas, de certa forma me identifiquei com o Doutor. Como um rapaz com seus pouco mais de trinta anos se identifica com um ser alienígena que viaja no tempo e espaço? Pela personalidade.
O Doutor sempre está acompanhado de um de seus “companions”. Seres, quase sempre humanos, que firmam os pés dele no chão. De qualquer forma, esses personagens o deixam. Não por vontade própria. Muitos ficam o quanto podem. Outros o abandonam para viver suas simples vidas. Outros morrem.
Dessa forma, uma das coisas que notei é que – como o Doutor – eu sou um solitário. Muitos amigos fizeram parte de minha história. Por conta de escolhas, ou simples mudanças necessárias, eles não estão diariamente na minha vida.
Assim como o Doutor eu sinto saudades deles. Assim como ele eu queria ir até as últimas consequências para entender isso. Poderia viajar até os fins do tempo. Mas não é só por isso que digo de sermos parecidos.
Eu machuquei pessoas. Pessoas que amei. Que confiaram em mim. Não importa quando tempo conhecia elas. Magoei pessoas. E mesmo que nunca tivesse falado uma única palavra com elas, não me sinto digno para fazer algo assim. E foram minhas escolhas esse ano que causaram dor para essa gente.
Também sempre fui vitimista e crítico. Não o tipo de pessoa que crítica tanto para o bem quanto para o mal. Falava coisas ruins de tudo. Lógico, fazia coisas boas. Ainda não sentia que minha balança moral pendia para algo bom. Confuso? Sim esse sou eu.
Perturbado. Confuso. Desorientado. Ansioso. Fraco. Medroso. Não covarde, mas medroso. Este sou eu. Assim como o Doutor... E o que ele me fez? O que esse personagem fictício me mostrou, para que mesmo sendo uma pessoa horrível aos meus olhos, eu pude agradecer por esse ano?
Que eu não sou um homem bom.
Primeiro ele não é imaginário. Não como nós estamos acostumados com imaginário. Ele sofre por ter causado muita dor e sofrimento. Pois quando ele fecha os olhos, ele escutava mais gritos do que qualquer um poderá contar. Ele se importa. O que ele fez com tanta dor? Ele se manteve firme com ela. Para nunca esquecer o que sofreu. Pois sempre lembrando o que ocorreu ele evitaria causar essa dor aos outros. Ninguém devia pensar assim. Pois ninguém é perfeito. Nem os santos. E assim como ele, não é perfeito, eu também nunca fui. Estar sozinho não era uma maldição, mas um momento de compreensão. Assim evita machucar pessoas inocentes.
Esse ano eu vi coisas que ninguém acreditaria. Maravilhas que poucos compreenderiam. Perdi coisas que fizeram muitos chorarem. Eu soube de segredos que destruiriam pessoas. Gente maligna e cruel. Pois sempre fui bom para escutar. Poderia fazer tanto mais com essas informações. Causar dor. Mas como o Doutor eu corro. Por ser covarde? Não. Pois estou sendo bondoso. Tanto uma possibilidade para aqueles que querem me causar dano, de evitar seus futuros erros. Eu não sou bom, nem mau. Não sou um presidente, ou policial, para fazer justiça com as próprias mãos. Eu sou um... Idiota! Com um caderno. E lápis. Extremamente feliz. Pois eu tenho minhas histórias e estórias. Pois elas nada mais são do que para onde vão nossas memórias esquecidas.
Eu, como o Doutor, tenho um lado maligno. Valeyard. O Destruidor de Mundos. Mas não serei tão mal a esse ponto. Pois compaixão e amor são bênçãos disfarçadas com nomes simples.

Feliz 2017. Assim como 2016 foi para mim. Em qualquer lugar no tempo e espaço.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Arquivo Sombrio - (Parte 1 - Introdução)


Há um ano comecei a escrever essas linhas para talvez ficar um pouco mais calmo depois de tudo que eu passei em 2016. Isso acontecia, pois nunca imaginei no que acarretaria estudar história. Sempre gostei de estudar essa matéria pelo que me lembro. Acho que isso se deva ao fato de sempre ter gostado das histórias relacionadas às cruzadas, sobretudo quando se tratada sobre os templários. Mas começo a me perguntar se não deveria ter feito outro curso qualquer com menos perigos. Sei lá... Talvez administração ou letras que são cursos mais chatos.
            Mas antes de falar sobre os fatos devo salientar duas coisas: quem sou eu e alguns fatos históricos que me envolveram nesse ano.
            Bem, meu nome é Carlos Eduardo Oliveira. Sou um dos filhos de dona Sandra Souza, atualmente dona de casa. Meu irmão mais novo se chama Claudio e é um verdadeiro idiota, mas não nos fixemos nele. Meu pai morreu há muito tempo atrás. Possuo três tios: Roberto, Conceição e Benedita. Tenho só três primos de primeiro grau devido ao meu tio Roberto e a mulher dele, Aparecida. Os nomes são Robson, Ramon e João Paulo. Atualmente estudo na UnG, fazendo curso de história e trabalho a tarde como operador de máquina de xerox. Chique, não é?
            Gosto de comer todo tipo de massas e comidas japonesas, especialmente apimentadas. Odeio verduras. Tenho como hobbys tocar bateria, ficar mexendo em meu computador e escutar rock. Se bem que também tenho uma guitarra, mas a toco mais para descontrair.
            Os fatos importantes até agora são que eu sou um estudante e a morte de meu pai. Sempre fui um ótimo aluno, mas nunca o mais brilhante. É que sempre gostei das lendas da Idade Média. Sabe, combates de cavaleiros errantes que lutavam contra exércitos. Coisa de garoto mesmo. Tudo bem que aqui no Brasil os garotos só pensam em futebol, mas eu pensava nisso. História.
            Meu pai já é um caso diferente: com oito anos de idade meu pai havia morrido. Foi o máximo que minha mãe falou sobre ele. Nunca soube nenhum dado sobre a vida dele, além do que consta no meu sobrenome. Família paterna, vida fora de casa, nada. Mesmo assim nunca gostei dele. Nunca estava em casa para ajudar minha mãe, então eu aprendi a trabalhar desde cedo. Havia vezes em que chegava bêbado da rua. E espancava qualquer um que estivesse na sua frente. Qualquer um mesmo. Sempre o odiei. Bem qual filho não odeia um de seus pais?
            De qualquer modo, eu sei que os meus problemas esse ano começaram por conta dele e da ditadura militar.
            Aí está o outro fato que ferrou minha vida. Como um estudante pesquiso vários períodos da história nacional e internacional, e devo confessar que um dos mais importantes são os chamados, anos de chumbo. Um período conturbado que pega de 1965 a 1985 na linha do tempo do nosso país
            O ano era 1964. O até então presidente, Jango, se recusou a tentar enfrentar uma resistência armada ao movimento militar que começou um golpe de Estado. No começo, se dizia que seria uma intervenção passageira devida “aos desmandos provocados pela infiltração esquerdistas no país”. As Forças Armadas teriam uma função patriarcal quase. Os tolos jornais da época saudavam isso como uma vitória do movimento democrático, acreditando que quando tudo estivesse bem haveria votação e um presidente seria escolhido. Bobinhos...
            Havia muitas coisas para serem feitas, entre elas – principalmente - reorganizar o país. O Brasil necessitava de um Poder Executivo forte, além de formar um novo governo a partir das alianças da UDN e PSD, das lideranças militares e dos diversos empresariados.
            Mas houve então em 09 de abril de 1964, o Comando Supremo da Revolução, uma junta militar que assumiu de fato o poder do país, promulgou um conjunto de regras políticas denominadas Ato Institucional número 1, mais conhecido como AI-1. Esse Ato fortalecia o Poder Executivo e concedia ao presidente poderes para suspender direitos políticos, cassar mandatos e exonerar funcionários públicos.
            Antecipando a Constituição, que previa eleições pelo Congresso Nacional 30 dias após a declaração de vacância dos cargos de presidente e vice-presidente, foram escolhidos o general Humberto de Alencar Castelo Branco como presidente, e o político do PSD mineiro, José Maria Alkmin como seu vice.
            Deveria haver eleições em outubro de 1965, sendo que entre alguns dos principais candidatos à eleição estava o ex-presidente Juscelino Kubitschek. Porém, pressões dos udenistas levaram o governo a o incluir na lista de cassações políticas, acusado de corrupção em junho de 1964.
            Um mês depois foi aprovada uma emenda constitucional que adiando a eleição para 1966 e que prorrogava o mandato de Castelo até 1967. Era a institucionalização do Regime Militar.
            Esse período trouxe várias mudanças no cenário social, cultural e especialmente político de onde vivemos. Houve repressão: foi criado o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) e outras coisas que pareciam vir direto da “Segunda Guerra Mundial”, mídias como jornais e rádios tinham que tomar cuidado para não falar nada contra o regime, um milagre financeiro que foi seguido de uma crise, repressão aos estudantes e professores de faculdades que eram sempre declarados como subversivos. Isso sem contar com as outras ditaduras militares que ocorriam nos países latino-americanos como a Guatemala, Chile, Argentina e Peru.
            Era uma verdadeira Era das Trevas, onde algumas pessoas perderam filhos, pais, irmãos, sobrinhos, netos e amigos... E que nunca tiveram a chance de enterrar seus entes queridos. Mas o que sempre me deixou mais revoltado é que em vários dos países em que ocorreram essas ditaduras houve a punição dos responsáveis por esses massacres. No nosso, alguns ainda estão no poder.

             E qual o motivo de falar sobre isso? Bem, digamos simplesmente que os relatos a seguir tratam sobre revelações incríveis sobre o período dos Anos de Chumbo e mais ainda, sobre meu passado nunca explorado.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Ultimato

Eu não estou bem. Sinceramente não estou bem. Em parte por minha própria culpa. Não posso culpar mais ninguém visto que minha cabeça esta meio detonada por... Sei lá. Mas também, deveria ter mais cuidado com coisas assim. O que posso dizer é que eu perdi algumas amizades, acreditei em pessoas que não deveria, além de ter cometido atos idiotas. Literalmente, o que sinceramente não exclui minha culpa em diversos momentos. A verdade é que estou podre por dentro. Me sinto sujo como se boa parte do que fiz até hoje, mesmo as boas, não tivesse o devido valor. Nem sei o motivo de escrever isso. Não vou redimir dos erros cometidos em mais de seis meses. Eu estou triste demais, quase sem vontade de criar como antes. Isso sem contar os meses sem trabalhar. Se é que cometi tantas coisas erradas quanto falam... Mas sinceramente? Que se exploda! Que se foda tudo! E se alguém quiser mesmo me ferrar... Imitarei o Homem de Ferro do cinema. E olha que nem gosto desse personagem.
Rua Duque de Caxias, 838, no Monte Serrat, quase que de frente a um bar e onde vende água mineral! Eu fui covarde por muito tempo! Se alguém realmente esta tão puto comigo então que venha e resolva isso de uma vez!
Eu escrevi aqui pois se fosse no Facebook alguém diria que eu "me exponho demais". Mais do que certo, mas se não escrevesse isso, as pessoas só leriam isso depois que alguém fuçasse nas minhas coisas de casa... Com eu morto. E não quero isso.

sábado, 12 de março de 2016

Uma história para Vampiro (Anthony Bulgarelli)


Anthony Bulgarelli, ou Tohny como é comumente chamado, era filho de italianos que vieram para esse país atrás de um futuro promissor. E foi o que acharam. O pai se deu bem, abrindo um negócio de sapatos, tornando seu nome em uma marca famosa. O que fez Tohny aproveitar bem a vida com os estudos mais caros, e recebendo do bom e do melhor. E diferente de muitos filhos que se esbaldaram com o luxo e o dinheiro do pai, o jovem Tohny quis se afundar nos livros. Estudou os mais diversos temas da área de humanas: antropologia, filosofia, geopolítica, sociologia, economia, história e direito... mas nenhuma delas o interessou, pois o que o fez foi entrar numa sobre políticas publicas.
Seus estudos sempre batiam nas questões dos países de terceiro mundo. Seu interesse sempre foi as guerras civis, “as guerrilhas”, o que fazia seus amigos e parentes o ignorarem. Ele não entendia como muitos tinham conhecimento sobre os fatos e mesmo assim, ignoravam o que ocorria ao mundo, sempre dizendo “isso acontece do outro lado do mundo, não há porque nos preocuparmos”. Foi então que num ato de rebeldia, ele após se formar no curso, disse que iria partir em direção aos países da América latina, brigando com os pais. Esse não foi o pior que poderia ter acontecido, pensou ele, pois seus pais nunca o entenderam mesmo...
Com o dinheiro que lhe restava viajou por toda a América e conheceu muitas pessoas, seu sofrimento e sua força de vontade. Conheceu o Chile, México, Brasil, Argentina e Bolívia. Criou muitos inimigos e treinou muito para se proteger deles. Ao ponto de treinar artes marciais e manejar armas de fogo.
E através de seu conhecimento e sabedoria obtidos durante a viagem, ele foi convidado a se tornar professor de Filosofia Política numa faculdade de Los Angeles. Ele tencionava se candidatar a deputado.
Certa noite quando saia de seu escritório na faculdade encontrou uma jovem que dizia ser sua “fã” e queria debater sobre assuntos de um livro que escreveu. Eles debatem durante horas sobre os rumos políticos do país. Tohny se espanta com os conhecimentos que ela tem sobre a estrutura política dos país, as vezes citando até mesmo fatos como a Guerra da Secessão, quase com uma precisão – caso ele fosse formado em história – que poderia se disser que ela esteve lá!
Mais tarde, naquela noite, ao chegar próximo ao seu apartamento, o rapaz é abortado por uma figura com casaco e touca que o leva facilmente ao chão. Mesmo assim Tohny tenta se debater. Mas isso só piora a situação, quando o encapuzado tira touca revelando a face distorcida da moça com quem conversara a algumas horas e um poderoso conjunto de dentes brotando de sua boca.
A fome lhe veio rapidamente. A consciência não parecia nada a não ser um arremedo de piada na mente de Tohny. Ele gritava como um filhote de animal desesperado pelo alimento materno. Ele criou forças das trevas de sua consciência e caçou como um desesperado. Não queria atacar um inocente, era o máximo que pensava. Foi então que viu skinheads atacando um mendigo. Não pensou no bem estar do pobre homem, mas sim no seu, quando esmurrou a face do careca maior no chão e paralisou o menor, com seus punhos poderosos. Quando notou sua face estava ensopada com o sangue do neo-nazista. Ele mal sentiu quando mordeu o pobre coitado. Mas a sensação... ele nunca foi muito de se sentir alterado com prazer sexual, mas aquilo batia de longe qualquer transa que tivesse tido até então. “Orgasmos múltiplos”, ele diria.
Mas o outro ainda estava vivo. E apesar da cara esmigalhada, corria muito bem – ou melhor andava como um mendigo – e iria falar a alguém sobre aquilo. Isso poderia ser péssimo para Tohny, afinal nem ele imaginava como explicar aquilo, o que ocorreu e qual o motivo de ter matado um homem, independente de quem fosse. Sua vida como professor estava arruinada se aquele homem o entregasse.
Quando Tohny achava que teria perdido o homem de vista, que aproveitou o ataque ao companheiro pra correr o máximo possível, só viu a jovem novamente com o braço estendido, agarrando a cabeça do skin. E com a força do outro braço simplesmente, quebrou o pescoço do careca.
-E então? Vai ficar ai parado, enquanto esse lixo apodrece nas suas mãos? Ou agora que já fez um favor a sociedade vai aproveitar e voltar comodamente pra sua casa? Eu te dei uma chance única de mudar o mundo seu filho de papai revoltado. Agora você faz partes daqueles que tem um ideal de verdade, acima de todas as coisas... agora vamos logo esconder esse corpos...
A pós-morte
Ele tenta até hoje se adaptar aos fatos de sua nova família, (a Camarilla, não os Brujahs) mas é tudo novo para ele: sua mentalidade, ainda voltada para o mundo mortal, o faz confundir varias coisas, até mesmo os nomes dos clãs, – exceto logicamente os nosferatus – mas isso não o deixa deprimido, tentando compreender o novo sistema em que esta envolvido. Incluindo o fato que no começo, achava que a Camarilla poderia transformar o mundo para todos.
Isso até o atentado.
Quando estava voltando para o refúgio de sua senhora, viu um grupo de Sabás atacando um homem na rua. Sabia que eram do Sabá pois tinham traços únicos que sua mestra o fez decorar. Foi então que fez o impensável: atacou os três cainitas com toda a força possível. E num momento de fúria atravessou a rua, atingido os dois primeiros, fazendo eles caírem no chão. Mas havia o líder, que apontava uma glock em sua direção. Porém a sorte lhe sorriu. E arma foi retirada num golpe rápido do Brujah. E nesse mesmo momento Tohny usou toda sua força atravessando o homem, que então ele notou, tinha uma estranha cicatriz na testa...
Acontece que o homem em questão era um homem de grande influência entre as fúrias (nome comum aos Salubri) e o homem a quem protegeu era o príncipe em pessoa. O que repercutiu na cidade, dando prestígio a Tohny e obrigando ao principe a lhe dar algo em troca de tamanha bravura. Foi assim que Tohny obteve um domínio para si.
A área em que vive hoje em dia é cheia de vitimas para se alimentar, mas seus alvos prediletos são skinheads ou punks arruaceiros. Em alguns casos, políticos também. Muitos brujahs não gostam de sua atitude perante os punks mas sua reputação e seus atos contra skins e políticos ainda o deixa nas graças dos mais novos. Os ançiões o olham com orgulho e temor, pois no horizonte existem aqueles no Sabá que querem sua força e devoção para si. Pois um soldado como esse, que ainda segue ideais antigos, com uma visão de tempo atual, é rara.
E Tohny sabe agora, que ele é só uma peça nesse xadrez. E ele quer se tornar algo acima disso...
A senhora de Tohny se chama Pamela Rodriguez Puenta. Ela parece descender de mexicanos, apesar do cabelo loiro. Possui uma neorme tatuagem nas costas que mostra alguns sinais de ocultismo. Ela parece ter entre 15 a 16 anos, apesar de ter uma face que destoa completamente dessa idade, pela malícia em seu olhos.
Ela é um membro influente entre os Brujahs. Muitos chegam a chama-la de “Joana D'arc Chicana”, título que odeia mas merecido, quando se sabe sobre seu número de mortos em combates...
Como todo Brujah, Pamela acredita ter encontrado em seu seguidor o que tanto alguém, como ela, almeja: um líder poderoso, que precisa melhorar, mas esta no caminho certo e que não fará distinção entre os cainitas, podendo talvez trazer paz ao inferno que Los Angeles se tornou.